Walt Whitman (1819 - 1892)

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(...) What do you see, Walt Whitman? Who are they you salute, and that one after another salute you? (...)
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20 de maio de 2010

"Yargo" de Jacqueline Susann - e percebi que uma estrela dançava no céu à minha espera!


Prometi por isso cá estou a falar do tal livro "Yargo" que no ínicio dos anos 80 quase decorei com medo que "Fahrenheit 451" fosse mesmo acontecer! (ver o meu post de ontem).

Sinopse livre da história:

Janete Cooper sonhava com a sua vida enfadonha na praia da sua infância quando percebeu que uma estrela dançava no céu á sua espreita. Tentou pedir um desejo que pudesse mudar a sua vida tão vazia de emoções. O seu destino era casar com David, mas até então, não tinha a certeza se aquela era uma escolha realmente sua ou da sua Mãe que sempre dava palpites na sua vida.
Foi depois deste insólito acontecimento que pensou falar com o seu psiquiatra. não sobre as dúvidas em relação ao seu casamento com David, mas sobre aquela luz que bailava no céu, um disco voador que a iria levar em breve para o mundo de Yargo.
Os habitantes de Yargo eram seres extremamente belos e evoluídos.


Levada por engano por ter sido confundida com uma cientista famosa, Janet chega a Yargo,  planeta muito distante da terra.
A viagem foi tão inacreditável, que até parecia uma excursão diante da hospitalidade do povo, mas a frieza com que anunciaram que fora um erro levá-la para lá foi uma surpresa... e agora? Não podia voltar para a Terra, restava saber se o planeta Marte a aceitaria. Um julgamento é marcado para decidir o seu destino.
Diante do "Deus" Yargo (que ela conheceu somente no dia do julgamento), não pode deixar de chorar impressionando todos os presentes que acharam aquele impulso uma coisa rara e milagrosa, mas ela não podia ficar.
Estava tudo preparado para a sua viagem que teria a trajectória alterada bruscamente.


Será que Janet ira voltar para sua vida, será capaz de contar ao mundo o que estava preparado para uma cientista famosa contar, logo Janet, tão simples e desconhecida.(...).

Acho que devia ter uns doze ou treze anos quando li este livro! aliás este foi um dos últimos livros que li antes de entrar numa longa fase de "ficção científica"! Acho que quase todos os adolescentes do meu tempo passaram por essa fase.

Mais tarde descobri que o livro mais notável de Jacqueline Susann  foi Valley of the Dolls - "O Vale das Bonecas" (em português), um livro que quebrou todos os recordes de vendas e que deu origem a um filme e a uma série televisiva.

Valley of The Dolls(book cover)by Jaqueline susann


Publicado originalmente em 1966, "O VALE DAS BONECAS", de Jacqueline Susan, é um clássico da literatura americana. Com ingredientes explosivos para a época: muito sexo e drogas, o livro ajudou a retratar um outro lado da nova mulher dos anos 60 e consagrou-se como um grande clássico da cultura pop. A história de três mulheres bonitas e completamente viciadas em comprimidos - e no seu caminho árduo até á fama e fortuna tornou-se um grande sucesso de vendas.

Anne, Neely e Jennifer têm um sonho em comum: o sucesso no showbiz. As três conhecem-se em Nova York e tornam-se amigas. Circulando pelos bastidores nem sempre glamurosos do mundo dos espectáculos, elas compartilham os mesmos objectivos, decepções e um apetite voraz por estimulantes, que ingerem com fartas doses de álcool.

Qualquer semelhança é realmente mera coincidência com a vida de quase-estrela da Broadway de Susan nos anos 50. Mesmo sendo o romance mais característico dos anos 60 "O VALE DAS BONECAS" parece ter previsto os movimentos pós-punk e pós-feministas dos anos 90. Foi adaptado para o cinema em 1967 com Sharon Tate, Patty Duke e Barbara Parkins nos papéis principais.

Jacqueline Susan deixou sua cidade natal, Philadelphia, aos 18 anos, partindo para Nova York onde viveu e trabalhou como actriz por muitos anos. Contudo, foi o sucesso dos seus livros:  "O vale das bonecas", "A máquina do amor" e "Uma vez só é pouco" que a transformaram numa verdadeira "superstar" kitch. Susan, que morreu em 1974, foi casada com o produtor Irving Mansfield.

"Jacqueline Susan compreendia por instinto que seus leitores estavam prontos para o lado cru do amor, para uma sexualidade mais aberta e um tipo de história mais duro. Para um romance com lágrimas e sexo oral." - in The New Yorker

Tudo bem um pouco kitch!  mas "Décadas à frente de seu tempo!"

Para a próxima prometo mais "substância"!!! Boas leituras. Até breve Tágide.



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19 de maio de 2010

"Fahrenheit 451" de Ray Bradbury - "O tempo adormeceu sobre o sol da tarde(...)"

Fahrenheit 451Image via Wikipedia

"Fahrenheit 451"

é um romance de ficção científica "soft", escrito por Ray Bradbury e publicado pela primeira vez em 1953.
O conceito inicial do livro apareceu em 1947 com o conto "Bright Phoenix" (que só seria publicado na Revista Magazine of Fantasy and Science Fiction em 1963). 
O conto original  foi reformulado na novela "The Fireman" e publicado na edição de Fevereiro de 1951 da revista Galaxy Science Fiction.

Escrito nos anos iniciais da Guerra Fria, o livro é uma crítica à disfuncional sociedade americana. O romance apresenta um futuro onde os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas anti-sociais, hedionistas e o pensamento crítico é suprimido.


O personagem central Guy Montag, trabalha como "bombeiro" ( o que na história, ironicamente significa "alguém cuja actividade profissional é queimar livros"). 
O número 451 refere-se á temperatura em graus Fahrenheit a que um livro arde.



Cover of "Fahrenheit 451"Uma versão do filme foi lançada em 1966.
Outras versões foram pensadas mas até à data nenhuma se concretizou.
Através dos anos este romance foi submetido a várias interpretações primeiramente focadas no acto de "queimar os livros" e na supressão de ideias dissidentes.
Bradbury declarou que o romance não trata de só de censura, e afirma que "Fahrenheit 451" é uma história sobre como a televisão consegue destruir o interesse pela leitura.


Bradbury afirma que o romance foi escrito nas salas da Biblioteca Powell, localizada na Universidade da Califórnia numa máquina de escrever velha e alugada.
A sua intenção original quando escreveu  Fahrenheit 451 era mostrar o seu grande amor pelos livros e por bibliotecas.
Ray refere-se frequentemente a Montag (personagem principal do livro) como uma alusão a ele mesmo.

Fahrenheit é contado num futuro distante numa América anti-intelectual que perdeu totalmente o controle. Uma América, recheada de ilegalidade nas ruas, desde os jovens que chocam carros contra pessoas apenas por divertimento, até ao bombeiro e ao seu cão de caça mecânico para caçar animais nas suas tocas, apenas pelo simples e grotesco prazer de os ver a morrer.
Nesta sociedade qualquer um que é apanhado a ler um livro é, no mínimo, confinado a um hospital psiquiatrico.
Quanto aos livros estes são considerados ilegais e uma vez na posse de alguém, são queimados por "bombeiros".


Havia muito para dizer ainda sobre este livro, o filme a que deu origem, e o quanto este me marcou durante a minha adolescência! Acreditei piamente que tudo isto poderia mesmo acontecer e logo me aprecei a decorar o meu livro preferido na altura... nem sei se diga aqui publicamente que livro era esse! coragem...

Nem sempre lemos obras primas! aliás nesses longos meses de Verão, sem aulas, lia-se de tudo! e depois com o tempo veio a "selecção natural" mas nunca tive a pretensão de poder dizer objectivamente que um livro não é bom! "Food for thought again"!

Confissão: o livro que tentei decorar na altura foi :

"Yargo" de uma escritora chamada Jacqueline Susann.


Deste falarei em breve! Boas leituras e até breve...Tágide

PS - agora vou arranjar coragem e inspiração para vos falar de "Yargo" ups!


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