Walt Whitman (1819 - 1892)

Walt Whitman (1819 - 1892)
(...) What do you see, Walt Whitman? Who are they you salute, and that one after another salute you? (...)

18 de setembro de 2013

Agnes Obel - novo álbum 'Aventine' Setembro 2013




Agnes Obel, compositora e cantora dinamarquesa, com estilo folk clássico. Agnes possui apenas um álbum, o Philharmonics, e é ela própria que compõe, grava, toca (piano e voz) e produz suas musicas. Agnes lembra uma mistura de Cat Power com a magnifica, Enya.  

Agnes Obel faz aquele tipo de música que não agrada a todos, ou é até mesmo de difícil aceitação. 
Para começar, as melodias são guiadas por pianos ou por guitarras marcantes e são acentuadas por jogos vocais feitos pela cantora, determinando assim, um universo melódico intimista e nada usual, para ouvir com atenção, perceber cada detalhe, sem muito barulho por perto. 
Agnes pode figurar no rol das melhores cantoras da actualidade. 


Com o lançamento de ‘Phillarmonics’ em 2010, essa teoria concretiza-se. Tem um pouco de Joanna Newsom (na voz), e suas melodias lembram as imperfeições sonoras de Marissa Nadler e Holly Miranda. ‘Riverside’ pode ser o disco surpreendente, apesar de não ser a abertura, ‘Brother Sparrow’ traz uma percussão simples, porém que dá nuances à melodia da canção. ‘Just So’ tem refrão para se lembrar por toda a vida, ganha alguns vocais masculinos de apoio e traz um piano em sua melhor forma. ‘Close Watch’ é outro momento de trazer satisfação ao ouvinte. 



No fim deste mês Agnes lança os seu novo álbum "Aventine"! estou muito curiosa e com muita vontade de descobrir como vai ser este novo álbum. 

No website:
http://www.contactmusic.com 

descubra mais sobre este novo álbum quase quase a chegar!! 


'Aventine' is the eagerly anticipated new album from Agnes Obel, released 30th September on Play It Again Sam. 'Aventine' is the follow up to her critically acclaimedhttp://images.intellitxt.com/ast/adTypes/icon1.png debut album 'Philharmonics' (2010), which has sold 450,000 copies across Europe, achieving Platinum status in France and Belgium, five times Platinum in her native Denmark, where Agnes picked up five Danish Musichttp://images.intellitxt.com/ast/adTypes/icon1.png Awards (the Danish Brits) in 2011.

Originally from Copenhagen, Agnes has lived in Berlin since 2006, where 'Aventine' was recorded at her Chalk Wood Studios between January and May this year. Like 'Philharmonics', the new album was written, arranged, and produced by Agnes, who provides piano and vocals. Anne M_ller, who has also played with Nils Frahm, adds cello, with Mika Posen of Timber Timbre playing the violin and viola on 'The Curse', 'Pass Them By' and 'Fivefold'. Robert Kondorossi of Budzillus plays guitar on 'Pass Them By'.

"While touring 'Philharmonics' I kept on getting all these ideas for recording, and I wanted to explore the cello and other string instruments" says Agnes of 'Aventine'. "I recorded everything quite closely, miking everything closely in a small room, with voices here, the piano here - everything is close to you. So it's sparse, but by varying the dynamic range of the songs I could create almost soundscapes. I was able to make something feel big with just these few instruments."

Agnes Obel will play a few intimate shows before the album release, prior to a full European tour in the autumn. Details to follow soon.

Agnes Obel 'Aventine' track listing: 1. Chord Left 2. Fuel To Fire 3. Dorian 4. Aventine 5. Run Cried The Crawling 6. Tokka 7. The Curse 8. Pass Them By 9. Words Are Dead 10. Fivefold 11. Smoke & Mirrors

Enjoy!!!


Até breve, 


Tágide

15 de setembro de 2013

Tágide - De volta à blogosfera!


 


Depois de uma ausência longa acho que é tempo de reinventar a ideia original deste blog. 

Este Blog é o meu "livro em branco"! Partilhar emoções, memórias, palavras, sons, ideias! Recordar uma música, uma paisagem, uma obra de arte, enfim um "caderno de anotações" onde o que me move é a paixão por aqueles "pequenos nadas" que não são mais do que o melhor que há na vida! 

O titulo deste blog é inspirado num poema de Whitman 

"Salut au Monde!" in "Leaves of Grass"

Walt Whitman (1819 - 1892)

"(...)What do you see Walt Whitman?
Who are they you salute, and that one after another salute you?
I see a great round wonder rolling through space,
I see diminute farms, hamlets, ruins, graveyards, jails, factories, places, hovels, huts of barbarians, tents of nomads, upon the surface,
I see the shaded part on one side where the sleepers are sleeping and the sunlit part on the other side,
I see the curious rapid change of the light and shade,
I see distant lands, as real and near to the inhabitants of them as my land is to me. (...)"



Pare quem não conhece vala a pena ler sobre este autor. Aqui vai uma pequena biografia.

Walt Whitman, poeta norte-americano nascido em 1819, em West Hills, Long Island.  

A família mudou-se para Brooklyn quando Whitman tinha quatro anos de idade. Até aos doze anos frequentou a escola oficial e depois trabalhou como aprendiz numa tipografia.  
Em 1835 trabalhou como impressor em Nova Iorque e no verão do ano seguinte começou a ensinar em East Norwich, Long Island. Entre 1836-38 deu aulas em Hampstead, Babylon, Long Swamp e Smithtown. De 1838 a 1839 editou o semanário Long Islander, em Huntington.  
Voltou ao ensino depois de participar como jornalista na campanha presidencial de Van Buren (1840-41). Em maio de 1841 regressou a Nova Iorque, onde trabalhou novamente como impressor. Entre 1842-44 editou um jornal diário, Aurora, e o Evening Tatler. Regressou a Brooklyn em 1845, e durante um ano escreveu para o Long Island Star.  

Whitman tornou-se editor do Daily Eagle de Brooklyn em 1846, mas só ocupou o lugar até 1848. Em fevereiro desse ano partiu com o irmão Jeff para Nova Orleães, onde trabalhou no Crescent. Deixou Nova Orleães em maio do mesmo ano, regressando a Brooklyn através do Mississippi e dos Grandes Lagos. Editou o Freeman de Brooklyn entre 1848-49 e no ano seguinte montou uma tipografia e uma papelaria. No início de Julho de 1855 publicou a primeira edição de Leaves of Grass (Folhas de Erva), impressa na Rome Brothers de Brooklyn e cujos custos Whitman suportou. 

A primeira edição da obra mais importante da sua carreira, que não mencionava o nome do autor, continha apenas 12 poemas e um prefácio. A obra poética de Whitman centra-se na colectânea Leaves of Grass, dado que ao longo da sua vida o escritor se dedicou a rever e completar aquele livro, que teve oito edições durante a vida do poeta.  
O pai de Whitman morreu a 11 de Julho de 1855. No verão seguinte foi publicada a segunda edição de Leaves of Grass (1856), ostentando na capa o nome do seu autor.  
Na contracapa encontrava-se a saudação de Emerson para o início da carreira de Whitman. O livro foi recebido com entusiasmo por alguns críticos, entre os quais Emerson, mas foi mal recebido pela maioria. Tal não impediu Whitman de continuar a trabalhar em novos poemas para aquela colectânea.  

A segunda edição de Leaves of Grass era composta por 32 poemas, intitulados e numerados. Entre eles encontrava-se Poem of Walt Whitman, an American, o poema que haveria de chamar-se Song of Myself (Canto de Mim Mesmo). Entre a primavera de 1857 e o verão de 1859 Whitman editou o Times de Brooklyn, e em Março de 1860 deslocou-se a Boston para assistir à publicação da terceira edição de Leaves of Grass, da responsabilidade dos editores Thayer & Eldridge. A editora foi à falência em 1861 e a edição, que continha 154 poemas, foi pirateada. Entre 1863-64 trabalhou para o Exército em Washington, servindo entretanto como voluntário em hospitais militares. Regressou a Brooklyn doente e com marcas de envelhecimento prematuro causadas pela experiência da guerra civil.  

Trabalhou posteriormente como funcionário do Departamento do Interior (1865), testemunhou a segunda investidura de Lincoln, assassinado em Abril de 1865, e publicou em maio desse ano o livro Drum-Taps, que continha 53 poemas acerca da guerra civil e da experiência do autor nos hospitais militares. No mesmo ano foi despedido pelo Secretário James Harlan por este ter considerado Whitman autor de um livro indecente (referia-se a Leaves of Grass). 
Em 1867 foi publicada a quarta edição de Leaves of Grass, com 8 novos poemas. No ano seguinte saiu em Londres uma selecção de poemas da responsabilidade de Michael Rossetti, intitulada Poems by Walt Whitman

A quinta edição de Leaves of Grass (1870-71) teve uma segunda tiragem que incluía Passage to India e mais 71 poemas, alguns dos quais inéditos. Depois de publicar Democratic Vistas, Whitman viajou para Hanover, em New Hampshire (1872). Na universidade de Dartmouth leu As a Song Bird on Pinions Free, posteriormente publicado com um prefácio. A 23 de Janeiro de 1873 Whitman sofreu uma paralisia parcial; pouco depois morreu a mãe (23 de maio) e o escritor deixou Washington para se fixar em Camden, New Jersey, com o irmão George.  

Em 1876 surgiu a sexta edição de Leaves of Grass, publicada em dois volumes. 
Em Agosto de 1880 Whitman reviu as provas da sétima edição de Leaves of Grass, publicada por James R. Osgood, que sob ameaças do Promotor Público teve de suspender a distribuição do livro. A edição só foi retomada dois anos mais tarde por Rees Welsh e depois por David McKay. Incluía 20 poemas inéditos e os títulos definitivos. A ordem dos poemas fora também revista pelo autor.  

Em 1882 foi ainda publicado o livro Specimen Days and Collect. Os últimos anos de vida de Whitman foram marcados pela pobreza, atenuada apenas pela ajuda de amigos e admiradores americanos e europeus. Em 1884 Whitman adquiriu uma casa em Camden, New Jersey. Quatro anos depois sofreu um novo ataque de paralisia e viu publicados 62 novos poemas sob o título November Boughs (1888). Ainda nesse ano foi publicado Complete Poems and Prose of Walt Whitman. A oitava edição de Leaves of Grass apareceu em 1889, e no ano seguinte o escritor começou a preparar a sua nona edição, publicada em 1892.  

Whitman morreu no dia 26 de Março de 1892 e foi sepultado em Camden, New Jersey. Cinco anos depois foi publicada em Boston a décima edição de Leaves of Grass (1897), a que se juntaram os poemas póstumos Old Age Echoes. Whitman elevou a categoria poética a condição do homem moderno, celebrando a natureza humana e a vida em geral em termos pouco convencionais. 

Na obra Leaves of Grass, Whitman exprime em poemas visionários um certo panteísmo e um ideal de unidade cósmica que o Eu representa. Profundamente identificado com os ideais democráticos da nação americana, Whitman não deixou de celebrar o futuro da América. Introduziu uma nova subjectividade na concepção poética e fez da sua poesia um hino à vida. 
A técnica inovadora dos seus poemas, nos quais a ideia de totalidade se traduziu no verso livre, influenciou não apenas a literatura americana posterior, mas todo o lirismo moderno, incluindo o poeta e ensaísta português Fernando Pessoa.

Walt Whitman deixou-nos, com Leaves of Grass, seu testemunho e seu testamento humano e literário. Muitos que vieram depois dele  inspiraram-se, aprenderam com ele, discordaram dele, amaram-no e até o odiaram. Mas o seu livro continua vibrante e essencial ainda hoje.

Certamente continuará por ainda muitos anos mais, gerando poemas e poetas.

Voltarei a falar de Walt Whitman e da sua obra. Não sou nem nunca serei escritora sou só alguém que aprecia profundamente um bom livro e é só isso que aqui quero partilhar, as muitas obras que me marcaram profundamente e a minha interpretação das mesmas. Os meus posts não são mais do que um

partilhar emoções, memórias, palavras, sons, ideias!
 

Até breve. 

Tágide

1 de setembro de 2012

Daphne du Maurier - "Last night I dreamt I went to Manderley again..."


Foto motivatedphotos.com

Foi há uns anos largos que, numa colecção antiga de policiais do meu pai, descobri o célebre Rebecca de Daphne du Maurier. Já o li mais do que uma vez, o que é mais do que posso dizer sobre a maioria dos livros mais marcantes da minha vida. O que me agrada no género do romance policial inglês é o tom de um certo requinte macabro que o percorre. Mais do que suspense e terror, há mistério, obscuridade e um pouco de sobrenatural.

A presença constante das brumas, do mar cinzento encapelado, a bater contra as rochas, das grandes casas de férias onde algo de estranho acontece, da memória de um fantasma antigo nas famílias que escondem grandes segredos.

Daphne du Maurier (1907-1989) escritora britânica, é um exemplo prodigioso desta forma de escrita.
A ambiência de fascínio, o carácter fortemente visual das suas descrições tornaram os seus contos e romances frequentes fontes de inspiração para futuras incursões no cinema (várias delas pela mão de Alfred Hitchcock, mestre do suspense e do terror, cuja filmografia evoca muito do mesmo universo macabro que du Maurier recria nos seus livros).

O verão tende a relembrar-me que Rebecca é mesmo um dos livros da minha vida...

Breve biografia de Daphne du Maurier:

Fotos motivatedphotos.com


Daphne du Maurier (Londres, 13 de Maio 1907 — Cornwall, 19 de Abril 1989) Era filha de Gerald Du Maurier, famoso actor inglês, e neta de George Du Maurier, escritor de renome, autor de Trilby e Peter Ibbetson.

Daphne foi criada e educada dentro do lar, segundo os padrões comuns às famílias abastadas da época. Aos dezoito anos viajou para Paris, onde permaneceu durante seis meses, aprendendo a língua e literatura francesa. Na adolescência, escrevia contos e poemas, revelando influências de Katherine Mansfield, Mary Webb e Guy de Maupassant.

Em 1931 publicou o seu primeiro romance, The Loving Spirit (O Espírito Amante), que foi muito bem aceite pela crítica. Foi por causa deste primeiro livro que conheceu seu futuro marido, Frederick Arthur Montague Browning, jovem oficial do exército inglês que, impressionado com o romance, quis conhecer a autora. Apaixonaram-se e casaram em 1932, passando a viver numa elegante casa de campo em Hampshire.
Em Hampshire, continuou a escrever seus romances, a maioria deles best-sellers românticos que lhe trouxeram fama e fortuna.

Ao longo de sua carreira, escreveu mais de vinte obras, entre as quais se destacaram: Jamaica Inn, em 1936; Rebecca, em 1939, uma deliciosa história de amor e mistério que já vendeu mais de um milhão de exemplares; The King's General, em 1946; e The Parasites, em 1949, dentre outros.

Nos últimos anos de vida, deixando de lado os temas basicamente sentimentais, procurou desenvolver outros géneros. Assim, dentro da ficção científica, escreveu o conto The Birds, onde as aves se organizam e questionam o domínio do homem sobre a natureza, e The House on the Strand, onde utiliza o tema da viagem através do tempo.

Grande parte da sua obra foi adaptada para o cinema, principalmente pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, que filmou Jamaica Inn, The Birds e Rebecca, pelo qual ganhou um Oscar de melhor argumento adaptado.

Daphne du Maurier foi nomeada Dama do Império Britânico. Faleceu aos 81 anos de idade e, conforme seu desejo, foi cremada e suas cinzas foram espalhadas nas colinas próximas da sua casa.


Bibliografia seleccionada:

1931 - The Loving Spirit

1932 - I'll Never Be Young Again

1933 - Julius

1936 - Jamaica Inn

1938 - Rebecca

1941 - Frenchman's Creek

1943 - Hungry Hill

1946 - The King's General

1949 - The Parasites

1951 - My Cousin Rachel

1957 - The Scapegoat

1962 - Castle Dor (com Sir Arthur Quiller-Couch)

1965 - The Flight of the Falcon

1969 - The House on the Strand

1972 - Rule Britannia

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“Rebecca” de Daphne du Maurier - 1938


Sinopse:

O viúvo aristocrático Maximillian de Winter está de passagem por Monte Carlo onde conhece uma jovem dama de companhia de uma abastada e irascível senhora que por ali passa uns dias de descanso.
Entre Maximillian e a jovem nasce uma amizade cúmplice que acaba num pedido de casamento logo aceite pela jovem.
Após uma lua-de-mel em França, vão morar na antiga e imensa propriedade familiar dos De Winter, Manderley, uma mansão vitoriana cheia de divisões, lugares obscuros e envolta num clima misterioso, algo sobrenatural.
A partir daí, a jovem, agora Mrs. De Winter, começa a sentir-se uma intrusa na mansão, outrora dominada pela primeira Mrs. De Winter, Rebecca.
Todos os pormenores fazem sentir a presença de Rebecca. Essa sensação torna-se, gradualmente, uma obsessão doentia que vai colocando em causa não só o seu casamento, como o amor de Maxim e o propósito do casamento de ambos.
A observá-la, Mrs. Danvers, governanta de Manderley e ex-criada pessoal de Rebecca…

O que me marcou quando li  “Rebecca”:

Fascinou-me a capacidade de Maurier em criar um clima de tensão, uma aura de sobrenatural, de mistério do início ao fim.
Achei surpreendente como é que estamos sempre com a convicção da presença de Rebecca, a pouco e pouco ela torna-se a personagem principal do livro e isso é fenomenal, pois é alguém que já não está entre os vivos mas que continua a exercer uma imensa influência em tudo e todos.
Adorei o trabalho de criação das personagens:
A ingénua e assustada dama de companhia transformada em Mrs. De Winter. Maximillian, o rico e poderoso Mr. De Winter sempre tão misterioso.
Mrs. Danvers, soberba. Das melhores personagens que já alguma vez tive o prazer de ler, ficou a ser a minha preferida. No cinema a actriz que encarnou este papel (Judith Anderson foto abaixo) foi muito fiel ao que du Maurier descreveu no livro.


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E Rebecca. Tão distante e tão presente, sobrenatural, um espectro invisível e silencioso, mas que grita a sua presença nos mais pequenos pormenores.
Adorei a escrita de Maurier. Clara, concisa, sem grandes descrições, diria mesmo cinematográfica.
As descrições, sempre curtas, são belíssimas, deliciosamente poéticas. A forma como a autora vai criando os dilemas, as desconfianças, os receios, os pensamentos obsessivos paranóicos de Mrs. De Winter, é excepcional.
Não lhe chamarei plágio de forma alguma mas...
Manderley, no seu ambiente misterioso, tétrico é deveras semelhante, ou se quiserem, faz lembrar a propriedade dos “Monte dos Vendavais” (Herdade da Cruz dos Tordos). Maximillian de Winter é demasiado semelhante ao Sr. Rochester de “Jane Eyre” e até a heroína de “Rebecca” tem fortes laivos da própria Jane Eyre. Jack Favell, o desconfiado e sarcástico primo de Rebecca faz lembrar Heathcliff do “Monte dos Vendavais” e, finalmente, a personagem de Rebecca, a misteriosa e enigmática Rebecca é quase uma cópia da também enigmática louca que vive no sótão da mansão em “Jane Eyre” e, note-se, até o parentesco é igual. Não no aspecto físico, mas sobretudo no impacto das personagens.

Mas quem sou eu para explorar as influências literárias de Daphne du Maurier...

Há definitivamente algo que me agrada na presença de fantasmas antigos que reclamam o seu lugar nas casas!

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Adaptação ao Cinema de "Rebecca":

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TÍTULO ORIGINAL: Rebecca
PAÍS/ANO: EUA/1940
DURAÇÃO: 130 min
GÊNERO: Suspense/Drama/Romance
DIREÇÃO: Alfred Hitchcock
ROTEIRO: Robert E. Sherwood e Joan Harrison, baseado em livro de Daphne Du Maurier

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ELENCO:

Laurence Olivier .... George Fortescu Maximilian de Winter
Joan Fontaine .... a segunda esposa de Winter
George Sanders .... Jack Favell
Judith Anderson .... sra. Danvers
Nigel Bruce .... major Giles Lacy
Reginald Denny .... Frank Crawley
C. Aubrey Smith .... coronel Julyan
Gladys Cooper .... Beatrice Lacy
Florence Bates .... sra. Edythe Van Hopper
Melville Cooper .... coronel
Leo G. Carroll .... dr. Baker

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Outras obras da escritora:


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Em Os Pássaros e Outros Contos Macabros:

Segundo a própria escritora, todas as suas histórias têm sempre origem na impressão deixada por um episódio real qualquer da sua vida, depois amadurecido, marinado, dando largas a uma imaginação dotada de uma impressionante capacidade de construção de realidades alternativas, acabando por transformar-se nas histórias que conhecemos, em que a presença do macabro é uma nota crescente.

No conto "Os Pássaros", que inspirou o filme de Hitchcock, é certo que o contexto da história e a narrativa sofreram alterações na passagem ao cinema, mas o tom de um certo terror fino, subliminar, contido mas crescente, emerge claramente em ambos.

O que é mais terrível:
- enquanto o filme de Hitchcock nos deixa com um final em aberto, suficientemente ambíguo para podermos acreditar que o pior já passou, que com a fuga terá terminado a catástrofe, o conto de Daphne du Maurier abandona a narrativa em pleno auge, a meio dos ataques sanguinários, quando sabemos perfeitamente que o pior há-de estar para vir e que não há fuga possível.

É um conto sufocante, cuja recordação é capaz de causar arrepios, ou até pesadelos. A ideia que lhe deu forma surgiu dos seus inúmeros passeios pelas falésias da Cornualha, em que a escritora via um agricultor lavrar a terra no seu tractor, com bandos de gaivotas e outros pássaros voando e gritando em seu redor, pontualmente mergulhando a pique para apanhar minhocas ou outro alimento.
A imagem fortíssima terá despertado na imaginação da autora a seguinte indagação: “E se eles deixassem de se interessar por minhocas?”

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Em Não Olhes Agora, a visão de duas velhotas gémeas e de uma criança que saltava de um barco para uma cave durante umas férias em Veneza, serviu de mote para um conto em que a autora inclui as três como personagens de uma trama que agoura desde o primeiro momento terminar muito mal para os protagonistas. Esta é uma tendência que atravessa os restantes contos, com a presença constante da morte a circundar, ou mesmo a encerrar a narrativa.

Em A Macieira, é-nos apresentada uma casa com um pomar, em que nos surge uma árvore humanizada, que é como um alter-ego da falecida esposa do protagonista, deprimida, decrepita, encurvada. Aos poucos, a árvore vai estabelecendo o seu silencioso domínio, exercendo um subtil terror psicológico sobre ele, acabando por finalmente reclamar a posse da sua vida.

Em As Lentes Azuis, uma mulher, acometida por uma maleita cuja natureza não nos é dada a conhecer, submete-se a uma complicada intervenção cirúrgica para recuperar a visão, que a obriga ao uso de umas lentes correctoras intra-oculares. Acontece que as lentes provocam uma deformação da realidade que deixa a personagem com uma sensação de absoluta solidão e completo desespero, constantemente duvidando se será vítima de um grande equívoco, de uma partida mestra, ou se há uma conspiração geral para a enlouquecer. A sensação de isolamento determinado pela ambiguidade da percepção visual é um drama psicológico que não pode deixar de me fazer pensar, por analogia, no universo do insólito terrível do Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago.

Em O Álibi, Daphne du Maurier aborda um assunto não menos interessante, que é precisamente a fronteira que pode separar um homem da loucura; em que ponto (e por que motivo) pode acontecer o “clic” fatal que o fará abandonar a sua vida sã e as rotinas de todos os dias em busca de uma forma de libertação através da violência, da crueldade, ou do crime?

Finalmente, em Nunca Depois da Meia-Noite, somos transportados ao belíssimo cenário da ilha de Creta, onde não poderiam deixar de vaguear os fantasmas da mitologia grega clássica: Diónisos, deus da embriaguez e Sileno, sátiro, pequeno demónio seu mentor, permanecem em pano de fundo enquanto a trama se constrói, como quem conspira para a perdição da personagem principal, vítima da sua própria imprudência.

Trata-se de uma leitura envolvente, menos ligeira do que o formato permite adivinhar, que nos cativa com o fascínio que habitualmente exercem sobre nós as profundezas dos abismos.

Não deixa de ser curioso que diversos críticos tenham, ao longo dos tempos, considerado as obras de Daphne du Maurier como não pertencentes a uma certa categoria de “pesos pesados” da literatura, estabelecendo por vezes comparações a outras autoras britânicas de suma importância no panorama literário da época, tais como Iris Murdoch. Felizmente, o presente tem resgatado a autora de volta para o círculo dos ficcionistas de primeira-classe, reconhecendo a sua mestria na recriação de atmosferas misteriosas onde o suspense, um forte sentido de lugar, e uma nota de terror psicológico são dominantes.

Definitivamente recomendável, este verão. Boas leituras! Tágide
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14 de dezembro de 2011

O circo da noite "The Night Circus" de Erin Morgenstern.





O circo da noite (The Night Circus), de Erin Morgenstern. 


O circo chega sem aviso...

Está simplesmente ali, quando ontem não estava. Dentro das tendas de lona às riscas pretas e brancas está um experiência absolutamente única, cheia de surpresas de cortar a respiração. Chama-se Le Cirque des Rêves, e só está aberto de noite. Mas nos bastidores, desenrola-se uma competição feroz – um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde a infância pelos seus exigentes instrutores, expressamente para este propósito. 

Sem o saberem, este é um jogo no qual apenas um pode vencer, e o circo não é mais do que o palco de uma batalha notável de imaginação e determinação. Contudo, sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor – um amor profundo e mágico que faz as luzes iluminarem e a divisão aquecer quando apenas roçam as mãos. 

Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de ser concluído e os destinos de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo aos seus frequentadores, estão em jogo, suspensos de forma tão precária quanto os corajosos acrobatas lá no alto.


Sinopse (em Inglês):
 

In 1886 a mysterious travelling circus becomes an international sensation. Open only at night, constructed entirely in black and white, the Cirque des Rêves delights all who wander its circular paths and warm themselves at its bonfire. There are contortionists, performing cats, carousels and illusionists - all the trappings of an ordinary circus. But this is no conventional spectacle. Some tents contain clouds, some ice. 

The circus seems almost to cast a spell over its aficionados, who call themselves the rêveurs - the dreamers. And who is the sinister man in the grey suit who watches over it all? Behind the scenes a dangerous game is being played out by two young magicians, Celia and Marco, who, at the behest of their masters, are forced to test the very limits of the imagination - and of love.


A feast for the senses, a fin-de-siècle fantasia of magic and mischief, and the most original love story since The Time Traveller’s Wife, The Night Circus is an extraordinary blend of fantasy and reality. It will dazzle readers young and old with its virtuoso performance, and who knows, they might not want to leave the world it creates.

 
Excerto:

“The circus arrives without warning.

No announcements precede it, no paper notices on downtown posts and billboards, no mentions or advertisements in local newspapers. It is simply there, when yesterday it was not.
The towering tents are striped in white and black, no golds and crimsons to be seen. 
No colour at all, save for the neighbouring trees and the grass of the surrounding fields. Black-and-white stripes on grey sky; countless tents of varying shapes and sizes, with an elaborate wrought-iron fence encasing them in a colourless world. Even what little ground invisible from outside is black or white, painted or powdered, or treated with some other circus trick.

But it is not open for business. Not just yet.
Within hours everyone in town has heard about it. By afternoon the news has spread several towns over. Word of mouth is a more effective method of advertisement than typeset words and exclamation points on paper pamphlets or posters. It is impressive and unusual news, the sudden appearance of a mysterious circus. People marvel at the staggering height of the tallest tents. They stare at the clock that sits just inside the gates that no one can properly describe.

And the black sign painted in white letters that hangs upon the gates, the one that reads:

Opens at Nightfall

Closes at Dawn

What kind of circus is only open at night?” people ask. No one has a proper answer, yet as dusk approaches there is a substantial crowd of spectators gathering outside the gates.”

The Night Circus de Erin Morgenstern, um belo presente de Natal para quem gosta de ler!

Até breve,
Tágide


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25 de novembro de 2011

Martin Scorsese comenta seu novo filme - Hugo




A Paramount Pictures divulgou o trailer do filme “Hugo”, adaptação do livro infantil “A Invenção de Hugo Cabret”, realizado em 3D por Martin Scorsese.

O vídeo traz cenas inéditas e é comentado pelo próprio realizador.
“Hugo” conta a história de um órfão de 12 anos (Asa Butterfield), que vive numa estação de comboios em Paris no início do século 20.

O Pai (Jude Law) morreu pouco depois de lhe mostrar a sua última descoberta: um robô sentado numa escrivaninha com uma caneta na mão, que parece estar à espera de conseguir escrever uma importante mensagem.

Mas o menino não consegue ligar o robô nem resolver o mistério.
Para isso, contará com a ajuda de uma menina (Chloe Moretz) e um homem de passado misterioso (Ben Kingsley).

E mais não digo..a não perder. Um bom filme de Natal!



 (fotos de IMBD - http://www.imdb.com/)
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14 de outubro de 2011

Parabéns Filipão!





Este post é dedicado ao meu filhote que faz hoje 10 anos!

Incrível parece que foi ontem que nasceste!

Queria agradecer-te por seres o miúdo fantástico que és! por teres sempre um sorriso no rosto e por me ensinares a ver sempre o lado positivo da vida!

 O último ano foi muito difícil para nós e para toda a nossa família mas tu tens sempre esse sorriso que parece "apagar" todos os problemas e dificuldades!

Parabéns Filipão! pelos teus 10 anos e pela tua capacidade de adaptação a todas as mudanças! novo País, nova Escola, fazer novos amigos e sempre, sempre com esse espírito positivo e esse sorriso fantástico que é das melhores coisas do mundo!

Tenho muito orgulho de ser tua Mãe! e prometo todos os dias olhar para esse sorriso como se fosse pela primeira vez, para me encher de força e vontade de enfrentar tudo sem medo das adversidades!

A tua Mãe Ricardina

6 de outubro de 2011

Steve Jobs - Verdadeiramente Inspirador!


 Stay Hungry, Stay Foolish! -  We will miss you...


Stay Hungry: don't be too easily satisfied or grow too comfortable.
Stay Foolish: Brand and his folks liked to think of themselves as "fools" in an overly serious world.



Incrível e Inspirador! Vamos ter saudades do ouvir...

Até sempre Steve Jobs!

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29 de agosto de 2011

Nova versão de 'Jane Eyre' já tem poster e trailer (actualizado)



No filme, realizado por Cary Fukunaga, seguimos Jane, uma órfã de pai e mãe que vive infeliz na casa da tia que a detesta. Após uma confrontação com esta, Jane é enviada para uma escola. Após seis anos como aluna, e mais dois como professora, Jane decide procurar uma nova posição, encontrando-a em Thornfield Hall, como preceptora da jovem Adèle, a pupila de Edward Rochester, um homem por quem se vai apaixonar.

Com Mia Wasikowska (“Alice in Wonderland”), Michael Fassbender (“Inglorious Basterds”), Judi Dench, Jamie Bell e Sally Hawkins, o filme chegará aos cinemas em Março de 2011.

 “Jane Eyre” já foi por diversas vezes adaptado ao cinema, tendo actrizes como Samantha Morton, Charlotte Gainsbourg e Joan Fontaine interpretado o papel que agora cabe a Wasikowska.

Artigo retirado do site www.c7nema.net 

Trailer da nova versão de Jane Eyre
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